Museu Xingu Virtual



O lugar que eu conheci dia desses não cabe aqui, num texto. Vai sempre faltar alguma coisa pra se falar da Casa Amarela. Dizer, por exemplo, que ali tem um museu, um espaço cultural e um café é quase nada. Contar que nasceu de uma associação sem fins lucrativos é muito pouco. Falar que a associação virou uma loja que vende, pensa, articula e movimenta o artesanato de várias regiões do país, através do comércio justo, ainda não é suficiente. É que sonho não se explica, não se define.
Esse lugar um dia foi o sonho de gente como Paula, Idália, Odile, Luiza, Heráclio e Ricardo que se concretizou na forma de uma charmosa casa, na Rua José Maria Lisboa, nos Jardins. Sua fachada, coberta de heras verdes, é um convite. Seu portão lateral um transporte. Da loja Ponto Solidário até o Museu Xingu, você pode achar um presente especial ou comer um bolinho de chocolate com a Paulinha, dona de um simpático sorriso e gerente do Café da Casa.
Pode marcar uma reunião de trabalho numa sala inspiradora chamada Caranguejo ou participar de um bate-papo com um artesão do Piauí. Pode simplesmente mergulhar em nossa “matriz tupi”, como diria Darcy Ribeiro. Pode mesmo se esquecer do que ia fazer ali, como aconteceu comigo. Pode muito. Pode nada. Pode tudo o que não coube aqui neste meu texto.
O Museu Xingu está fechado para a mudança de sede, mas pode ser visitado virtualmente clique aqui
O Museu Xingu é uma exposição permanente de artelfatos indígenas, legado singular dos Irmãos Villas-Bôas que integraram por mais de 30 anos a Expedição Roncador-Xingu e documentaram a presença histórica das nações indígenas do Brasil.
Ampliando o conceito da coleção, que até 2010 chamavá-se Sala Xingu e ficava no Espaço Cultural Yágizi, o Museu abrigado na Casa Amarela, desde 2012, tem como proposta levar esse patrimônio de importância histórica e cultural a um público maior.
São cerca de 150 peças adquiridas do próprio Orlando Villas Bôas, ainda nos anos 70. Instrumentos e objetos de vários usos – confeccionadas com fibras, penas, argila, madeira e decoradas com urucum e jenipapo. “A grande panela Kamulüpe dos Waurá é uma de nossas raridades, mas a panela preferida de Orlando era a Tsak-Tsak, que cozinha à vapor. Ele até pediu para alguns ceramistas paulistas copiá-la, mas foi em vão a investida.”, conta Maria Paula Almeida, curadora da exposição.
Segundo Heráclio Silva, que coordenou o Espaço Cultural da Casa Amarela, “O interessante é a presença constante dos índios, que acabam enriquecendo a proposta inicial de conservação e atuando como parceiros, contando suas histórias, participando e provendo o museu de materiais que consideram importantes. E ainda contam com a loja de comércio justo, PONTO SOLIDÁRIO, também na Casa, para comercializar seus produtos atuais. Podemos dizer que somos um museu vivo.”
Acesso ao Museu Virtual clique aqui
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Guia de Visitação ao Museu Xingu – Visitor’s Guide to the Xingu Museum – Guide de visite du Musée Xingu – シングー先住民族博物館の観覧ガイド
Abaixo, acesse o guia na língua desejada.
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As atualizações aqui, no site apresentadas, no ano de 2021, foram realizadas graças à contemplação do projeto Museu Xingu na Lei Aldir Blanc do Proac de fomento a Museus.
Projeto: Museu Xingu
Lei: PROAC Expresso LAB2020 Edital 44
Proponente: Casa Amarela, Arte Sociedade e Meio Ambiente Ltda
Equipe do Projeto:
Camila Tarifa, Gustavo Saulle, Luiza Burleigh, Maria Paula de Almeida, Ricardo Young Silva e Victor Fisch
Visitação Virtual e fotos 3D:
Camila Marques, Vila 360
Versores do Guia de Visitação:
Carlos Malferarri, Adélaîde Caillaud, Juliana Valverde
e nos bastidores:
Idália de Almeida, Ana Fisch, Thomas Freier e Mayawari Mehinaku
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KAYAK TRAVEL GUIDE https://www.kayak.com.br/Sao-Paulo.10988.guide "
KAYAK FLYGHTS PAGE https://www.kayak.com.br/voos/Brasil-BR0/Sao-Paulo-SAO

Inspirada pela coleção de caranguejos de Fernando Silva, essa sala evoca suas memórias de infância, quando passava finais de tarde caçando caranguejos na praias baianas. A composição reunindo essas obras encanta a quem nos visita. Encantamento este, o mesmo que os artistas tinham por seu colecionador, e assim o presenteavam com criações que o aproximavam dessas memórias, os caranguejos.
Essa coleção foi alimentada por 40 anos e hoje está na principal sala de reuniões da Casa Amarela, junto da paisagem "Passeio no Parque", de Fernando Coelho, da luminária pop, de Boccara e outras obras baianas. Abra a porta e sinta-se em casa.
A sala tem capacidade para acomodar até 10 pessoas, para reuniões intimistas, workshops ou encontros criativos em ambiente acolhedor.
Oferece: tela para projetor, internet wi-fi e café.
Para saber mais sobre a sala entre em contato. Não está disponível.
No momento essa sala é do uso e ambientação do Ponto Solidário.

A paisagem marinha, de 1973, do artista baiano Fernando Coelho, amigo próximo de Fernando Silva é o artista em destaque da Sala e do corredor de entrada, com a série “Luzes do Negro”, de 1991, concebidas após a viagem dos dois amigos ao Rio Madeira. O espírito da Floresta Amazônica é revelado nessa série e nota-se um forte paralelo com as luzes dos artefatos da cultura indígena, naturais habitantes dessas terras. Antonio Henrique do Amaral, Sérgio Prado e Zélio Pinto Alves complementam a ambientação da sala.
A sala tem capacidade para acomodar até 10 pessoas, para reuniões intimistas, workshops ou encontros criativos em encontros marcantes e produtivos.
Oferece: televisão LCD, internet wi-fi.
No momento, a sala faz parte do Estúdio Felipe de Almeida. Não está disponível para a locação.